Sou Biólogo Naturalista e preservacionista, dedico minha vida aos animais não humanos e humanos que compõe a natureza assim como minha própria vida, por meio do estudo da etologia desenvolvo minhas pesquisas e atividades ciêntíficas em prol da educação ambiental e preservação da natureza, sou também fotográfo da Vida Selvagem.
Quando era adolescente dispunha apenas de uma máquina sony digital de 3 megapixels, umas das primeiras digitais do mercado, era uma câmera caseira. Mesmo com uma câmera de pouca opção para fotografar a vida selvagem, pude obter boas imagens de anfíbios, insetos e mesmo mamíferos e aves. Algumas imagens desta câmera cheguei até mesmo a usar nos meus primeiros banners de congressos. O fato é o seguinte, nós que gostamos do meio natural sabemos que é importante registrar imagens, além de prazer próprio e satisfação pessoal, pode nos garantir uma melhor compreensão da seriedade e respeito de nosso trabalho como biólogos ou como naturalistas. Para fotografar a Vida Selvagem não basta apenas ter um bom equipamento, é preciso além de ter os olhos, o coração e o amor voltados para uma imagem viva através de uma lente, é preciso conhecer o que pode ser fotografado. Se for fotografar aves, terá que saber que a maioria delas são territoriais e são mais fáceis de serem observadas nas primeiras horas do dia e nas primeiras horas antes de anoitecer, usar roupas camufladas ou contrastantes, ou ainda ter pontos de espera pode ser também fundamental. Para fotografar anfíbios é preciso andar de noite e por vezes de madrugada, tomar cuidado ao se aproximar da fonte de onde provém o som, geralmente machos que vocalizam em suas épocas reprodutivas dentro de poças ou brejos pode ser determinante. A turbulência da água pode fazer com que possam suspeitar de um predador e podem parar de vocalizar. Para insetos, é preciso conhecer seus hábitos, uma expedição em uma floresta com um perfume ou desodorante bem odorífero, podem espantar todos os animais de pequeno e grande porte que poderia visualizar. Mamíferos são ativos geralmente ao entardecer, saber a posição em que se mantém ao vento pode ser fundamental para poder visualizar um tamanduá ou mesmo um coelho desavisado. É preciso ter paciência, ser silêncioso, lembrar que o mundo perceptivo deles pode ser completamente diferente do nosso, é preciso entendê-los, seja a espécie que seja, conhecendo seus hábitos e não interferindo em seu comportamento é possivel fazer imagens ricas de um comportamento natural. Claro que é também fundamental que domine o equipamento que diponha para fotografar. Leia revistas de fotografias, veja imagens, discuta com pessoas experientes faça contato, arrisque-se, descubra.
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